O CASO DA SEMENTE GERMINANTE

Autores: ADRIANNE MACHADO, ALLYNE PENTEADO, DAYANE POLI, KATIA OYAMA, SUELLEN CHRISTINE SILVA

INTRODUÇÃO
A presente proposta de sequência didática visa explorar o seguinte tema: ” O caso da
semente germinante”. Além de explorar o tema em si, há uma intenção didática que busca
uma resignificação da metodologia de ensino de Ciências, ou seja, a reestruturação das
prioridades do ensino – processo de aprendizagem em detrimento do conteúdo.
Os aspectos lúdicos são considerados na elaboração das atividades, visando facilitar a
vivência da ciência e não somente a aquisição de conteúdo, desmistificando a ideia de que o
aprendizado é difícil e enfadonho.

.
APRESENTAÇÃO
De onde vêm as plantas? E o feijão, o alface, o tomate e as frutas que comemos? De
onde vem? Elas estão ao nosso redor e muitas das crianças não sabem sobre sua origem. As
plantas embelezam, enriquecem e sustentam nossos dias. Como retribuí-las por tamanha
participação e cuidado diário? Nada melhor do que aprender como cuidar delas. E porque não
começar descobrindo os processos principais e as condições necessárias para que ela nasça,
cresça e dê frutos? A proposta desta sequência didática é descobrir através da observação e
investigação das plantas, os processos de germinação e crescimento, permitindo que os alunos
entendam as plantas como seres vivos que fazem parte do nosso cotidiano e interajam com o
meio ambiente.
A experiência de plantar sementes é de suma importância, pois a criança terá a
oportunidade de “dar vida” a uma semente (ser em estado de vida latente), podendo
influenciar em sua germinação e crescimento através de suas escolhas, como a de expor a sua
plantação ao sol ou mantê-la na sombra, regar com água ou não, entre outros fatores que
podem contribuir ou comprometer esse processo. Sendo assim, o aluno poderá assumir o
papel de um cientista, fazendo descobertas através de suas observações e investigações.

.
JUSTIFICATIVA
O Ensino de Ciências, devidamente enquadrado no Currículo Nacional e nas
Orientações Curriculares do Município de São Paulo, para o primeiro ciclo do Ensino
Fundamental, tem como principal objetivo o desenvolvimento de capacidades investigativas
nos alunos. Os conteúdos pretendem uma primeira aproximação com a noção de ambiente5
como resultado de observações e interações entre seus integrantes, como seres vivos, ar, água,
luz e solo, além da compreensão de que se diferenciam os diversos ambientes.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), voltados as Ciências Naturais,
para estudar a germinação, crescimento e reprodução das plantas, é importante trabalhar com
processos práticos, especificamente, com o cultivo de sementes que apresentam ciclos vitais
curtos, como flores, feijão e hortaliças, para que os alunos possam observar e estudar as
condições em que estes processos acontecem, explorando a influência da luz e do calor, da
água, do ar e do solo.
Ressaltando que os conteúdos para primeiro ciclo devem pautar-se nos seguintes
fatos, conceitos, procedimentos, valores e atitudes:
• comparação de diferentes ambientes naturais e construídos, investigando
características comuns e diferentes, para verificar que todos os ambientes
apresentam seres vivos, água, luz, calor, solo e outros componentes e fatos que se
apresentam de modo distinto em cada ambiente;
• comparação dos modos com que diferentes seres vivos, no espaço e no tempo,
realizam as funções de alimentação, sustentação, locomoção e reprodução, em
relação às condições do ambiente em que vivem;
• comparação do desenvolvimento e da reprodução de diferentes seres vivos para
compreender o ciclo vital como característica comum a todos os seres vivos;
• formulação de perguntas e suposições sobre os ambientes e os modos de vida dos
seres vivos;
• busca e coleta de informações por meio de observação direta e indireta,
experimentação, entrevistas, leitura de textos selecionados;
• organização e registro de informações por meio de desenhos, quadros, esquemas,
listas e pequenos textos, sob orientação do professor;
• interpretação das informações por intermédio do estabelecimento de relações, de
semelhanças e diferenças e de sequencias de fatos;
• utilização das informações obtidas para justificar suas ideias;
• comunicação oral e escrita de suposições, dados e conclusões, respeitando
diferentes opiniões. (BRASIL, 1997, p. 50)
A proposição de expectativas de aprendizagem para o ciclo I do Ensino Fundamental
no ensino de Ciências Naturais, segundo as Orientações Curriculares do Município de São
Paulo apresenta, entre seus objetivos gerais, a compreensão da natureza como um todo
dinâmico. Visando estimular os alunos a formular questões, diagnosticar e propor soluções
para problemas reais, a partir de elementos das Ciências Naturais. Para que, assim, ao final
dos primeiros cinco anos do Ensino Fundamental sejam capazes de “observar, registrar e
comunicar semelhanças e diferenças entre diversos ambientes, identificando a presença
comum de água, seres vivos, ar, luz, calor, solo e características específicas dos ambientes
diferentes” (2007, Secretaria Municipal de Educação ,p.83) e “Estabelecer relações entre
características e comportamentos dos seres vivos e condições do ambiente em que vivem,
valorizando a diversidade da vida.” (2007, Secretaria Municipal de Educação, p.83).6
As Orientações Curriculares especificam o conteúdo de Ensino de Ciências Naturais,
que faz parte do eixo Natureza e Sociedade, para o Primeiro e Segundo ano do Ensino
Fundamental os seguintes temas:

O eixo Natureza e Sociedade, engloba conhecimentos das disciplinas de Ciências
Naturais, Geografia e História, tendo por objetivo proporcionar aos alunos estudos
interdisciplinares a partir de questões próprias das vivencias humanas e suas interações com a
natureza, fornecendo as crianças condições para indagar, elaborar e compreender a
diversidade cultural e os diferentes elementos do mundo.
Os PCNs abordam, de maneira específica, o ensino do processo de germinação, pondo
em destaque a importância da atividade prática e da observação do processo para que o ensino7
seja efetivo. Da mesma forma, apesar de não especificar o conteúdo, as Orientações
Curriculares para o Município de São Paulo propõe o estudo da natureza como um todo,
explorando suas especificidades e os processos importantes para a manutenção da vida das
plantas, motivando os trabalhos em grupo e a construção coletiva do conhecimento através da
investigação.
O presente módulo propõe, de modo geral, o reconhecimento da vida, permitindo que
os alunos explorem conteúdos científicos como noção de semente: germinação e crescimento,
necessidade de água, luz, ar e solo, além de ajudar na estruturação da noção de tempo,
observando e registrando um fenômeno ao longo dos dias. A sequência didática está
organizada em um formato adequado para professores que pretendem melhorar suas praticas
sobre o ensino de Ciências, desenvolvendo um trabalho de investigação.
As atividades sugeridas neste módulo poderão ser exploradas nos primeiros e segundo
anos do ensino fundamental I, de acordo com o desenvolvimento cognitivo das crianças.
Pautada nos Parâmetros Curriculares Nacionais e nas Orientações Curriculares do Município
de São Paulo, nossa proposta é apresentar atividades lúdicas, que a partir da investigação,
permitirá que os alunos construam conhecimentos sobre sementes, germinação e crescimento.

.
PÚBLICO ALVO
A presente sequência didática visa o trabalho com crianças entre seis a oito anos de
idade, que sejam alunos do primeiro e segundo ano do Ensino Fundamental I em cidades da
zona urbana, pois considera que as mesmas não tenham o contato cotidiano com sementes,
plantas e plantações e, portanto, necessitam de um estudo aprofundado que as façam conhecer
o processo de germinação e crescimento das plantas.

.
NÚMERO DE AULAS
O número de aulas estipulado considerou diversas etapas necessárias ao pleno
desenvolvimento da capacidade da criança de construir o conhecimento científico: a
germinação das sementes.
As nove aulas propostas não extinguem a autonomia do professor. Esse, por exemplo,
pode aumentar o tempo necessário para explorar cada atividade de acordo com o ritmo de
seus alunos e necessidades identificadas.

 

Allyne Cristiane Siqueira Penteado_1928245_assignsubmission_file_Sequencia Didática Final

 

A Água: Poluição e Potabilidade

Autores: Cecilia Palazetti Carvalho, Lorena Oliveira, Vítor Okumura

Apresentação
O Módulo de Ensino aqui apresentado foi elaborado por educadores em
formação, como trabalho final da Disciplina Metodologia do Ensino de Ciências.
O tema escolhido foi a Água e foram pensados especificamente os subtemas
Poluição e Potabilidade. Buscaram-se atividades em que as ações do professor
são tão presentes quanto as dos alunos. O grupo se empenhou em pensar
uma sequência que amplie a relação entre as crianças pequenas e a ciência,
balanceando teoria, práticas, conversas e atividades lúdicas de forma a
construir um conhecimento para além do senso comum.

.
Introdução
Ao lado da biodiversidade e do aquecimento global, a disponibilidade de
água está se tornando uma das principais questões socioambientais do mundo
atual. Relatórios da ONU indicam que quase 20% da humanidade – cerca de 1
bilhão de pessoas – não têm acesso à quantidade mínima aceitável de água
potável e aos 20 a 50 litros diários necessários para beber, cozinhar e tomar
banho. Em contrapartida, o consumo médio por pessoa em países ricos como
Estados Unidos e Canadá é de 300 litros diários de água. Inúmeras regiões do
planeta já estão marcadas pela escassez e pelo estresse hídrico – desequilíbrio
entre demanda e oferta de água, causado, entre outros fatores, pela
contaminação dos recursos o que vem gerando disputas e conflitos.
Neste sentido, em acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais
para o ensino de ciências no primeiro ciclo, “(…) uma investigação importante
incide sobre os modos de captação de água na região onde a escola se
encontra — se provém de fontes, de poços, de rios ou riachos, de represas,
como são e onde se localizam — e sobre as formas de armazenamento —
caixas d’água ou açudes, que coletam água da chuva” (PCNs, p.67), de modo
que seja possível aos alunos refletirem sobre a ação do homem e a
potabilidade da água que consomem.

.
Objetivo
Construir conhecimentos que permitam destacar a presença da água no
cotidiano e reconhecer sua importância como recurso natural indispensável à
vida no planeta. Reconhecer as diferentes etapas e processos que constituem
o ciclo da água na natureza e avaliar repercussões das alterações nele
promovidas pela poluição ocasionada pelas atividades humanas.

Público Alvo
Esta Sequência didática foi elaborada para alunos do 2° ano do Ensino
Fundamental regular.

Número de Aulas
Foram elaboradas 05 atividades, para serem aplicadas ao longo de 08
aulas.

Cecilia Palazetti Carvalho_1928250_assignsubmission_file_Sequência Didática Final

Bichos da selva urbana

Autores: Gabriela Luisa Oliveira, Kadyne Fernanda Macedo, Luciano João de Sousa, Natasha Vercellino, Neiva Zacarias Portes, Priscila de Oliveira Rodrigues.

Apresentação

Na sociedade urbana e contemporânea a todo o momento nos deparamos
com os chamados “bichos da selva urbana”: eles estão aqui, ali e em qualquer
lugar e se proliferam rapidamente, oferecendo sérios riscos à saúde humana. São
eles: os ratos, as baratas, moscas, pernilongos, formigas, escorpiões, morcegos,
pombos, entre outros.
Diante desse cenário, a sequência didática em desenvolvimento pretende
colocar em prática atividades que permitam as crianças reconhecer estes animais
como parte do cotidiano urbano, bem como fazer com que elas possam através do
caráter investigativo e do levantamento de hipóteses, compreender o porquê da
existência desses bichos no ambiente das cidades e o quanto eles podem ser
nocivos à população.

Introdução

Visto o acúmulo de lixo no contexto histórico atual sem a devida destinação
(os chamados lixões), alguns animais nocivos à saúde humana tem se proliferado
em uma grande quantidade e em pequeno espaço de tempo.
A degradação do meio ambiente e a poluição fazem com que tais animais se
concentrem nas zonas urbanas. Tendo em vista o perigo que trazem à nossa saúde
e higiene, faz-se necessária uma conscientização das crianças com relação às
doenças que podem ser transmitidas, bem como sua prevenção. Por outro lado, é
importante ressaltar a importância desses bichos no equilíbrio ecológico.
Assim, pretende-se num primeiro momento, realizar um levantamento de
hipóteses das crianças para em seguida desenvolver atividades que cumpram com
esse objetivo: o de apresentar esses animais, explorando suas características
específicas, de onde surgem, o porquê surgem, de que se alimentam, o porquê são
nocivos a nossa saúde, etc.
É importante ressaltar que a sequência didática pretende ser uma ferramenta
de trabalho, já que envolve um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas
3para ensinar determinado conteúdo (nesse caso “bichos da selva urbana”), etapa
por etapa, organizada de acordo com os objetivos inicialmente propostos. Contudo,
isso não significa que o professor não possa alterá-la, muito pelo contrário, ele pode
e deve modificá-la de acordo com as necessidades da turma.

Publico Alvo

A Sequência Didática será aplicada no segundo ano do Ensino Fundamental
I, de classe regular, composta por 35 crianças em média.

Número de aulas.

A Sequência aqui detalhada tem duração de 10 aulas.

Luciano João de Sousa_1928255_assignsubmission_file_Sequencia didática – Os bichos da selva urbana